#150DiasSemComprar: Como foi o projeto

No primeiro dia de janeiro deste ano resolvi que iria fazer o ano ser bem diferente do que foi o último. Em linhas gerais, 2015 foi um dos piores anos da minha vida e as coisas boas que aconteceram somem quando penso em tudo de ruim/chato/exaustivo/decepcionante aconteceu na minha vida. Já falei disto, não vou me estender mais sobre…

De fato, meus objetivos estavam bem mais claros e esse projeto de ficar os 150 primeiros dias do ano sem comprar me pareceu ser algo que beirava o absurdo. Eu, compulsiva, pararia de usar cartão de créditos, pararia de sair ou passear sem abrir a carteira? COMASSIM?

Não seria legal, não faria sentido se não fosse desafiante.

Contei aqui como foram os primeiros 75 dias. E agora voltei para dar um “parecer” de como foi ficar 5 meses sem comprar.

Primeiramente, preciso retificar uma informação que estava martelando na minha cabeça. O projeto era de ficar sem COMPRAR, não sem GASTAR. Isso faz diferença porque quando falo em gastar, isso engloba inclusive gastos necessários. A minha intenção era de SOMENTE gastar com comprar NECESSÁRIAS, justificáveis e mega importantes. E, caríssimos, descobri uma outra Talita dentro de mim. Prazer, porque em quase 28 anos, só agora fui te conhecer!

Tornei-me muito mais criteriosa, seletiva, condizente comigo e com meu estilo, fiel a mim mesma e interessante. Sim, interessante. Porque se tem uma coisa que me dá “agonia” é conversar com pessoas fúteis; eu me sentia fútil nesse departamento *financeiro* e de repente achava interessante conversar comigo mesma rs Sou dessas, falo sozinha… inclusive discuto bastante quando acho que preciso de uma puxada de orelha.

Várias vezes entrava em lojas (virtuais ou não) e, privada desse prazer que eu tinha como rotineiro, me via cheia de coisas nas mãos para já passar o cartão/abrir a carteira. Nesses momentos esta nova Talita olhava firmemente nos meus olhos ~simbolicamente falando~ e alertava para o que estava acontecendo. Mesmo que nesse momento alguma pessoa (mui amiga rs) tivesse do lado “ah, mas é linda! leva!”. Descobri aí que eu posso me ouvir melhor, me conhecer melhor, me amar mais e ser fiel ao que mais ME faz sentido. Alguns chamam isso de egoismo, eu chamo de amor próprio. Ser fiel a si mesma (e aos seus desejos, princípios e objetivos) faz parte do todo que é se amar.

Foi fácil? De jeito nenhum.. No começo!

Mas depois parece que tudo se torna tão parte de quem você é – e de quem você hoje gosta mais de ser – que aquele sofrimento inicial não faz mais parte da vida. Ainda sinto muita vontade de comprar uma coisinha ou outra, mas normalmente não é um peso não comprar… O pouco que comprei realmente teve um sentido muito maior do que apenas sair carregando uma sacola de algum lugar.

Além de contar como foi, queria registrar aqui o que foi que comprei nesses 150 dias e o que penso sobre este projeto estar acabando. Vamos por partes:

1. O que comprei:

Claro que ainda comprei algumas coisas. Parte delas já programadas, a outra parte se devia por necessidade. Poucas delas aconteceram por desejo, mas ainda houve, por “merecimento”. Nenhum por impulso. Muito orgulho de mim, não vou mentir!

  • Milhas aéreas – surgiu logo em janeiro uma promoção para compra de milhagens no programa da TAM (hoje LATAM). Aproveitei porque faz parte das coisas que eu julgo necessárias, já que viajo bastante.
  • Passagem aérea – estava com uma viagem programada para o Rio de Janeiro em abril e não havia comprado as passagens ainda. Então esta era uma compra planejada no momento em que firmei o projeto (comigo mesma).
  • Barras de proteína – Olha, não levei em consideração comida/refeições que fiz nesse tempo porque né, são coisas necessárias rs Mas comprei uma caixa de barras de proteína em um site que eu tinha um cupom de desconto e resolvi usá-lo logo. Não estava precisando, mas faz parte da minha dieta, então…
  • Whey Protein e coisas da dieta – nesse tempo precisei repor meu whey 2 vezes, mas também era um gasto planejado,
  • Uma sandália rasteira – as duas que eu tinha simplesmente morreram! Precisava de uma nova.
  • Uma Melissa Huarache – eu tava LOUCA nessa melissa desde que foi lançada, mas segurava a vontade de comprar. Até que fui numa loja, vi o modelo, tinha meu numero, calcei e me apaixonei ainda mais… ai não resisti. Era um objeto de desejo há mais de um mês, eu NÃO precisava, mas achei que merecia rs
  • Um perfume – dois dos meus perfumes de uso diário acabaram até que eu resolvesse comprar um. Ainda tinha outros, mas que não gosto de usar no dia-a-dia por serem mais “fortes” ou “especiais”. Então comprei um que também estava desejando há um tempo.
  • Maquiagem – um pó facial e um corretivo eu acho, por reposição. Ah, e teve também um protetor solar que comprei, não por reposição, mas porque queria um com cor. Comprei porque queria mesmo rs
  • Show Jorge e Mateus – eu AMO J&M e quando fiquei sabendo de um show que ia ter agora em maio, nem me atrevi a dizer não para eles rs
  • Iphone – o celular foi o “causador” desse projeto. Eu já estava abusada do meu 4S e queria mudar. Mas queria comprar um novo, à vista. Nas circunstancias que eu tinha, essa compra se concretizaria em 2018 kkk Então foi um dos “starts” para a mudança. A sensação foi maravilhosa!

* Nesses cinco meses acabei “comprando” mais coisas também, mas foram compras que eu ganhei dos meus pais, namorado ou alguma amiga, como roupa, calçado e/ou acessórios. Então não conta.

Poucas compras, né?! Fui pegar as faturas dos dois cartões de créditos que tenho e tudo que tem neles é relacionado as passagens (parceladas, porque né, não sou ryca), comida, táxi/transporte, tv a cabo e o que já citei acima. UM MARCO!

2. E o futuro?

Hoje, depois de ter concluído o primeiro projeto para este ano SER de fato diferente, eu tendo feito minha parte, penso que isso que eu quero pra mim. Não a privação, mas o entendimento do quê, porquê, para quê e como eu estou comprando/gastando meu dinheiro. Em quê eu estou investindo ou se não é um investimento. Compras por impulso na maioria das vezes acabam sendo compras que não duram, que “só são belas”, que não acrescentam em nada.

Meu estilo (de vestir e viver) simplificou bastante nos últimos meses (desde ano passado) e essa nova forma de viver a vida financeira também é reflexo desta mudança. Decidi que quero continuar este projeto pelo resto do ano. Tenho novos planos, planos maiores, que vão exigir de mim um pouco mais de atenção e dedicação. E este projeto continuado é um meio de alcança-lo. Meu namorado outro dia falou “ah, mas você não precisa mais se privar, se já aprendeu como gastar melhor”, mas eu ainda não me sinto 100% segura se estiver “solta” rs. Melhor continuar seguindo esse projeto, só que desta vez os 150 dias se somarão aos outros 215 dias, totalizando os 365 do ano. Com as exceções que citei acima e outras que talvez existam, mas com um jeito de ser tão mais leve, tão mais eu… ao longo do ano volto para dizer como tem sido continuar com ele.

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