#ErreJota – Coldplay A Head Full of Dreams

Domingo, 10 de abril

Dia marcante, histórico e com poder de fazer os olhos marejarem pela lembrança.

Que dia incrível! Que dia esperado!

Como disse no primeiro post desta viagem *clica aqui*, fomos ao RJ (João, Mona e eu) com um objetivo específico: Show do Coldplay. Há 5 anos a banda não vinha ao Brasil e quando anunciaram, ano passado, que a turnê A Head full of dreams viriam com dois shows, um em SP e outro no RJ, enlouquecemos e nos enchemos de planos e sonhos sobre este dia foi mágico!

Resolvi que não queria fazer absolutamente nada até a hora de me arrumar para o Maracanã e assim fiz. Dormi até tarde, fiz as refeições como de costume, Will comprou alguns lanches e quando marcou a hora planejada, comecei a me arrumar. O look já havia sido escolhido há semanas, mas troquei o tênis pela rasteirinha porque estava muito quente no dia. Ingresso na mão, mochila munida para não passar fome… fomos para o local do show. Encontramos os amigos na saída do Metrô e nos dirigimos a nossa entrada. Eram 15:30 e haviam filas em volta do gigante Maraca. Ansiedade a esta altura não se escondia e eu acabo “descontando” na comida. Começou a me dar uma “fome” louca, de querer comer o mundo: ANSIEDADE o nome disto…

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Quando os portões abriram, sentimos um misto de preocupação e vitória. Os ingressos deram um erro na hora de passarmos pela catraca e demorou um pouco para que fossemos autorizados a entrar. Logo depois desse sufoco, recebemos um button, uma pulseira preta (daquelas que identificam nosso setor) e a Xyloband (pulseira que pisca, famosa por fazer parte das turnês da banda). E ai nós quatro nos olhamos e…. Saímos correndo em busca dos nossos lugares. Da vontade de rir quando lembro da cena: parecíamos um bando de desesperados que só teriam uma única chance de sentar num bom local, a galera do evento falando “calma, não precisam correr, falta tempo para começar…”…

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Sabe aquela imagem da câmera saindo do vestiário e indo de encontro ao gramado, em jogos finais de alguma liga? Foi essa a sensação que tive quando chegamos. O mundo Coldplay se abria diante de nós. O sonho começava a de fato se tornar realidade. Quando nos posicionamos nos lugares, ficamos embasbacados admirando tudo, cada detalhe. Nos surpreendendo com a proximidade dos palcos (eram 3), com a visão privilegiada, pelo tamanho do espetáculo, por estarmos ali! Tô aqui escrevendo com os olhos cheios de lágrimas.

O tempo demorou a passar e não consigo determinar o tanto que comi hahaha. Ansiosa, com medo de passar fome (como no Maroon 5), sede… gastei os tufo nesse show só de comida e água. As 19:00 começou o primeiro show de abertura, pela Tiê. Uma fofa ❤ Eu já conhecia e gostava bastante, fiquei feliz com a escolha porque poderia ver o show dela também, para pôr na lista. Pena que durou pouco menos que meia hora… mas foi bem legal. A ultima música foi A Noite, a mais famosa dela. O estádio INTEIRO cantou, ela se emocionou no palco e nós tivemos uma breve noção do que aconteceria logo mais a frente.

Depois da Tiê, era a vez da Lianne la Havas subir ao palco. Não sabia quem era, veio na “mala” do Cold, já que também é britânica, mas a criatura canta pra caramba! Eu achei um show muito “longo” porque não conhecia as musicas, não conhecia ela e estava mais ansiosa ainda para o próximo show né, da minha banda favorita da vida.

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Cell tava uma merda, mas releva!

Foram quase pontuais, o show começou as 21:05 mais ou menos. Sério, não da pra descrever o que foi que senti quando as xylo começaram a piscar e as luzes do palco explodiram, com o som da banda! Ali, naquele exato segundo, eu tive certeza de que um dos meus maiores sonhos estava se realizando. O setlist estava MARAVILHOSO e a 4ª música já foi a favorita: The Scientist. Viva la vida, como era de se esperar, foi incrível! Princess of china foi uma surpresa maravilhosa, amo essa musica, e ela não estava sendo tocada nos shows. Fix you foi de parar o coração… e a galera era um espetáculo a parte. As vezes eu ficava meio fora de orbita olhando em volta, percebendo melhor o que estava acontecendo.

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Uma das coisas que eu mais amo em shows é justamente o poder que uma banda tem de hipnotizar e de fazer uma massa de gente cantar numa voz só, mover os braços de uma só vez… acho lindo esse calor, essa forma única de mostrar o quão importante ou especial aqueles que estão no palco são… O quanto fizeram ou fazem parte da vida de cada um… A maioria ali realizava um sonho, o que tornava o momento ainda mais emocionante.

Realmente não tenho outra forma de terminar esse post. Foi e continua sendo muito emocionante lembrar e (re)viver aquele dia. Saímos completamente modificados de como entramos e a esperança tomou conta quando o Chris falou “até breve” ao encerrar o espetáculo. As especulações surgiram assim que as luzes se apagaram: vai ter show ano que vem! Será que vai ser no Rock In Rio? Será que vai ter show em outro estado? Se tiver no Nordeste vai ser em Fortaleza, certeza! Ai meu Deus! Saímos com a promessa e o desejo que aquele dia não acabasse. O dia acabou, infelizmente… mas aquele sentimento está bem vivo e, como previ, no dia 10 de abril de 2016 eu zerei minha vida. E a vida que se abriu diante de mim depois disso tem tudo para ser a melhor de todas

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