Meados de março

Andei pensando sobre aquele projeto que comentei aqui, de passar 150 dias sem comprar. Chegamos na metade dele, já que hoje fazem 75 dias que tenho seguido esta nova rotina, essa nova forma de pensar o mundo consumista e as minhas atitudes tem me surpreendido até. Acho justo falar sobre como tem sido até aqui.

Não é fácil! Vivemos em um mundo capitalista demais e qualquer mudança que vá contra ele é difícil e exige um esforço maior, principalmente para quem não conseguia evitar compras quase sempre desnecessárias, impulsivas.

Percebi ha poucos dias que comprar vem de família. Minha mãe tem o guarda roupas abarrotado e ainda reclama que não tem o que vestir. Fala que tá caro, mas não deixa de comprar. E bem, pra ela tudo ok, porque me incomoda não precisa gerar novos hábitos nos outros. Meu pai também vez por outra compra coisas que aparentemente não são tão necessárias, mas ele gosta e tudo bem também. Cito isso porque eu acabei adquirindo um pouco do estilo deles, mas dai também existiam as minhas formas de aliviar ou “sentir”, como válvula de escape as compras eram boas ideias.

Percebi nesses 75 dias que sou um tanto influenciável. Nem penso tanto em comprar coisa X, mas basta algumas pessoas falarem sobre que já maquino uma compra imaginaria. Nem preciso de roupa, mas se alguma amiga vai comprar eu já pego algumas ou sinto desejo de comprar também.

Em alguns momentos pedi algumas coisas que queria ou precisava a família, amigos ou namorado. Mas em seguida voltava atrás e conseguia acalmar a ansiedade. Não preciso ter aquilo naquela hora exata e, se preciso realmente, posso comprar. A maioria das coisas não passavam de vontades.

Me incomoda um pouco ver o quanto o consumo é atrelado a tudo! Se você quer conversar com um amigo, ele te chama pra gastar (não que comer seja ruim, faz parte das necessidades); se você fala que terá duas semanas intensas de trabalho, a pessoa logo dispara “mas você vai ganhar R$”, só que eu estava me referindo ao cansaço, não ao dinheiro. Hoje, pra mim, nem tudo esta relacionado a dinheiro. Mas não eh assim pra todo mundo, eu sei.

Tem sido difícil, mas tenho conseguido e inclusive pensando seriamente em continuar com o projeto no segundo semestre do ano. A conta bancária ainda não está em processo real de engorda, mas as contas diminuíram consideravelmente e ao final do mês o orçamento para pagar as contas não está mais tão compactado a ponto de eu não respirar. A terapia tem me ajudado nas ansiedades ferrenhas que tenho, porque meu desejo é de resolver logo o que tenho para resolver, mas o tempo tem me ensinado bastante e tenho me surpreendido com a “potência” que tenho para seguir corretinha com esse projeto, em especial. Jamais imaginaria estar conseguindo. Há males, no final das contas, que vem pra bem. Muito bem.

 

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