Como eu desejo viver um Ano Novo

[Muitas coisas acontecem o tempo todo e desde 2014 essas “coisas desgastantes” vem me assolando os dias. Então como é de costume aproveitar o fechamento de um ciclo para promover mudanças – ou desejá-las – resolvi estabelecer algumas metas e traçar alguns projetos.]

Em 2016 eu quero ser a mudança! Sabe quando você cansa de ser quem é e, principalmente, de não ver mudança em situações que se arrastam por tantos e tantos meses? Esta foi a minha maior motivação para refletir sobre o que será dito aqui e sobre o que me propus fazer.

1- Se é para consumir, que seja com qualidade.

Tenho pensado bastante sobre o meu nível de consumismo. Confesso que este pensamento não me surgiu de forma espontânea: fui obrigada a repensar minhas atitudes e depois de tanto achar que as coisas finalmente iriam dar certo e não davam, eu me via no mesmo ponto de desespero por não saber: a) COMO cheguei até aquela situação; b) QUANDO conseguiria ter paz e saúde financeira; c) ONDE eu iria parar se não houvesse uma mudança radical; d) O QUE eu poderia e deveria fazer para isto…

A resposta para tantas inquietações eu ainda não sei de forma organizada, mas sei o que eu NÃO tenho/posso/devo fazer, o que já tem poder de aliviar parte das angústias que me acompanham a tanto tempo.

Algumas coisas me chamaram atenção a partir da ~blogosfera~, como por exemplo o quanto e como investimos nosso precioso dinheirinho (o meu é, pelo menos) em roupas e acessórios de forma aleatória e sem criticidade. Qualidade tem virado uma palavra cada vez mais CARA para mim, não referente ao valor da peça, mas ao tempo que ela ficará comigo. Fast fashion’s tem cada vez menos me atraído justamente pelo impacto negativo que a maioria das peças teriam no meu guarda roupas, que mesmo sendo enorme não tem uma pilha de roupas em todos os cantos (reflexo de um outro pensamento que falarei adiante). Veja bem, não vou ser hipócrita de dizer que Renner, Riachuelo, Zara, Forever 21 não sejam tentações e que eu não emita gritinhos eufóricos ao ver uma peça com listras (um amor) ou qualquer outra cor/estampa que eu goste. Mas dai a pegá-la, experimentá-la, pegar a fila e pagar refletindo nesse trajeto se a peça realmente me fará feliz, combinará com o que já tenho em casa etc… Quase sempre desisto antes de me direcionar à fila.  O blog da Ana ~ hoje vou assim off ~ teve uma parcela de “culpa” nessa nova forma de encarar o guarda-roupas e a impulsividade que me fazia, muitas vezes, comprar algo que ficaria encostado ou que duas lavagens depois já não estava em boas condições. Não me importo de vestir roupa barata (embora agora eu prefira qualidade, mesmo que isso esteja relacionado a pagar um pouco mais), mas fico absurdamente incomodada se a peça perde o jeito, precisa de remendo, deixa de ser o que era quando comprei.

2- 150 dias sem comprar

Nos primeiros dias do ano eu vi uma pessoa no snapchat falando sobre um projeto que me fez pensar “É DISSO QUE EU PRECISO!”. A pessoa falava também sobre como o consumismo desenfreado ou impulsivo (daqueles que você nem lembra o que compra ou porque compra, inclusive pensa ter comprado milhares de peças e chega em casa com aquela sensação de “mas cadê o resto?”) pode custar algo que você adora fazer, mas acaba não fazendo por “não poder”. Inclusive, algum dia antes de ela falar sobre esse projeto havia falado desse texto aqui que ilustra bem uma das motivações para o Projeto #150diassemcomprar.

Isso mesmo! De janeiro até maio, nada se compra que não seja necessário e imprescindível para viver. É loucura para você? Vejamos bem: EU queria viajar mais, queria trocar de celular, queria comprar um monitor cardíaco, queria, queria, queria… Maaaas não posso porque? Dívidas. E de onde surgem as dívidas? Sinceramente, não sei! Alias, sei sim, mas são justamente aquelas que eu penso “mas é só isso, não vai ter problema”. No final das contas, cada R$ 1,00 que você gasta sem precisar, é dinheiro que não fica, que não rende. Tudo está relacionado ao mesmo problema: saúde financeira (que ainda não temos). E eu sou meio radical com relação a situações que não consigo resolver de forma “tranquila”, então ficar 5 meses sem usar o cartão de créditos, sem comprar nada automaticamente vai me fazer ver minha conta bancaria e não entrar em depressão por não ter saldo ou usar a poupança apenas para realizar pagamentos com comodismo, de casa.

3- Fazer terapia

Atrelado a esse pensamento de fazer a mudança, ser a mudança que eu quero ver acontecendo na minha vida, resolvi que em 2016 eu voltaria a fazer algo que tenho adiado há mais ou menos um ano e meio: fazer terapia. Por tudo que passei/vivi de 2014 para cá, pela desorganização que sinto dentro de mim, pelos vários “o que fazer?” que habitam em mim e por todas as crises que tenho ~quase vivido, decidi que buscaria fazer o que eu incentivo as pessoas a fazerem, que é cuidar mais de si, do pessoal, do psicológico, do interno. Talvez a resposta para tudo que tenha acontecido comigo e que vá acontecer esteja bem aqui dentro e precisa sair, ser “trabalhado” porque uma virginiana sem organização fica sem saber o que fazer, desestruturada!

Estes três pontos vão guiar pelo menos este inicio do meu ano novo! Não são metas, são de fato novas atitudes que tomei como minhas, inspirada no que tenho lido, no que tem me chamado atenção e no que tem feito sentido para mim, para minha vida, para o que eu quero para um futuro próximo. Há muito que fazer e a mudança que eu quero precisa partir de dentro de mim. As atitudes já estão aqui, logo depois venho com as metas para 2016! Um ano novo feliz.

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